Edu Ribeiro Baterista

Membro de uma família numerosa e musical, Edu Ribeiro já nasceu ouvindo música. "Meu avô é músico e a maioria dos seus sete filhos também; meu pai tem uma orquestra de baile, a Stagium 10, em Florianópolis, da qual grande parte de sua família participou e participa até hoje. Tios, primos, pais, filhos, noras e irmãos convivem musicalmente até hoje neste grupo." Portanto, as primeiras lembranças musicais de Edu estão ligadas exatamente aos "ensaios da banda do meu pai no 'Rancho de ensaio', nos fundos da casa em que nasci." Assim, Edu começou cedo a tocar e a estudar música. "Aos seis anos, comecei a tocar bateria com meus irmãos em casa; aos 10, passei a freqüentar e a tocar em bailes com meu pai; aos 16, comecei a estudar teoria preparatória para a Universidade." "Estudei teoria na escola Hélio Amaral, em 1991, em Florianópolis. Logo depois estudei música popular na UNICAMP, em Campinas, SP, de 1992 até 1996. Lá, tive vários professores, como Gogô (Hilton Jorge Valente), em harmonia, Cyro Pereira, em arranjo, Elisa Zen, em percepção, e Ulisses Rocha, em prática de conjunto, entre vários outros. Mas no que mais me aprofundei foi nas aulas de bateria com Lílian Carmona. Estudei com ela por dois anos. Também estudei bateria com Chuim, Jaime Pladeval, Zé Eduardo Nazário e Bob Wyatt mas, com todos estes, apenas em poucas aulas particulares e em um curto espaço de tempo. Tive, também, algumas aulas particulares de violão com Fernando Corrêa." Dos métodos utilizados durante seu extenso aprendizado, Edu Ribeiro cita o Bona – para divisão rítmica -, o Czerny – piano -, "Rítmica" (Ed. Perspectiva, 2004), de José Eduardo Gramani, exercícios de arranjo, harmonia e alguns métodos de bateria como "Advanced Techniques for the Modern Drummer", Vols. I e II, de Jim Chapin, "Syncopation For The Modern Drummer", de Ted Reed, "e muitos outros". Edu afirma que, em seus estudos, "tudo foi útil e agradável" e que Lílian Carmona foi decisiva em sua formação. "Foi a pessoa que me mostrou como tirar proveito de um estudo organizado. Até hoje estudo lembrando a maneira como ela organizava cada passo do processo de entendimento de um exercício e de como fazê-lo com um objetivo musical imediato." Em que pesem tantos estudos formais, o autodidatismo teve, também, lugar na formação de Edu Ribeiro. O músico aprendeu sozinho "muita coisa; acredito que a percepção fica muito aguçada se o seu primeiro contato é direto com a música. Acredito que a música seja uma linguagem como qualquer outra; se você a tem na sua cabeça, você se comunica. Quanto mais você estuda, mais assunto tem para conversar musicalmente." Quanto à importância de outros músicos com quem conviveu e convive, para sua carreira musical, Edu se sente "privilegiado por viver no Brasil e trabalhar com os meus verdadeiros ídolos quase que diariamente. Trabalhar com Nailor Proveta, Vinicius Dorin, Arismar do Espírito Santo, Paulinho Paulelli, Léa Freire e Hamilton de Holanda, entre muitos outros, é um aprendizado musical, artístico e pessoal constante. Sizão Machado foi o primeiro músico em São Paulo que acreditou em mim, me apresentou e me indicou para todos os tipos de trabalhos e me ensinou a ser seguro da minha música. Chico Pinheiro é um dos maiores músicos com quem já trabalhei e o que mais me influenciou. Seu acabamento é algo primoroso, tudo tem de ser muito bem feito, composição, execução, sonoridade. É realmente um nível muito alto de trabalho. Yamandú Costa me ensina a ser mais espontâneo a cada vez que toco com ele e tem um respeito com o público que eu nunca tinha visto. Ele faz o melhor que pode a cada apresentação por puro respeito às pessoas que saíram das suas casas para assisti-lo. Sou altamente influenciado por qualquer músico com que toco nem que seja por poucos minutos."